DIETA da USP: Será que funciona? –

08 de dezembro de 2017 - Receitas

Você já ouviu falar na Dieta da USP? Nesta época do ano, muitas pessoas procuram dietas “milagrosas” que, supostamente, dão resultados pouquíssimo tempo. Mas até que ponto esse tipo de alimentação faz bem a sua saúde?

 

A famosa “Dieta da USP”

Na teoria essa dieta que ficou famosa por emagrecimento é composta por volume maior de líquidos, como sopas, retirada do açúcar, diminuição de alimentos fontes de carboidrato, baixa caloria (hipocalórica) e baseada em consumir proteínas e vegetais como fontes principais de alimento do dia.

A Universidade de São Paulo (USP) não reconhece e confirma a autoria dessa metodologia alimentar e não a recomenda. O nome dita da “USP” não é de produção da universidade, recebeu esse nome apenas na mídia.

Emagrece? Provavelmente, quem realiza essa dieta vai emagrecer, no início, por motivos claros:

– Consome menos calorias;

– Evita industrializados, que são fontes de compostos inflamatórios e sódio que causa retenção de líquido;

– Diminui o consumo de “besteiras” e calorias desnecessárias;

– Ao evitar carboidratos o primeiro pensamento é que o carboidrato é o vilão. Mas na realidade as fontes maiores de carboidrato no nosso dia a dia são massas, pães, frituras, salgados, salgadinhos, sucos de caixinha, doces, refrigerantes… E por isso a retirada deles emagrece, mas não por serem fontes de carboidratos e sim por serem alimentos refinados (parte ruim do carboidrato) adicionada de compostos químicos artificiais e maléficos à saúde.

O carboidrato do bem é aquele necessário a existência humana, nossos neurônios precisam dele para passar comunicação, agilidade no pensamento, modulação e humor. Já percebeu que quem fica sem carboidrato e faz dietas restritivas fica irritado e mau humorado? Sem falar no cansaço e falta de energia, muitas vezes até tontura.

Falando em Carboidrato, algo que não concordo nessa dieta é dizer que as pessoas não podem consumir carboidratos como aveia, fubá, frutas mas podem consumir bolachas do tipo “água e sal”. Você sabia que 4 bolachinhas dessas, que não saciam nossa fome, são equivalentes a 1 pão francês ou a 2 fatias de pão integral?  Isso falando apenas de calorias! Em sentido de qualidade nutricional não existe comparação entre um produto industrializado (que a propósito, não é composto “apenas” por água e sal) e uma beterraba, uma laranja, ou um pão caseiro rico em fibras.

Porque digo isso? Pois a #comidadeverdade sempre será entendida pelo nosso corpo, ou seja, sempre haverá receptores para digerir, aproveitar e causar efeito bioquímico positivo no nosso corpo, sem falar do prazer em comer. Alimentos industrializados não possuem um sistema de “chave e fechadura” com nosso corpo por isso é sempre acumulado em forma de compostos inflamatórios e gordura.

Além disso quando não temos ingestão de pelo menos 3 fontes de frutas por dia e 4 porções de vegetais, a chance de termos deficiência de nutrientes é em 82% já que eles são nossos recursos de saúde.

Muitas pessoas me perguntam: mas então é só tomar um multivitamínico? Não pessoal, o multivitamínico deixará seu corpo preguiçoso por levar tudo “pronto” a ele. Prezem pela comida sempre, o alimento não é apenas fonte de nutriente, ele é um envolvimento de sensações, prazeres e benefícios nutricionais chamados fito químicos que não achamos em nenhum suplemento vitamínico.

Cada pessoa é um ser humano complexo com gostos, cultura, genética, sinais e sintomas diferentes e devemos tratar em sua totalidade. A mesma alimentação que pode atingir seu objetivo de emagrecer pode ser aquela que diminua sua rinite, melhore sua ansiedade e ainda te dê liberdade e conhecimento para comer bem sem alterar seu peso onde quer que você esteja, em viagens ou no aniversário de família e amigos.

Por isso, não testem dietas, não se submetam a terrorismo nutricional e restrições desnecessárias.  Valorizem seu corpo, respeitem seu metabolismo e procurem um nutricionista para conduta individual.

Seu corpo não é um laboratório para ser submetido a testes de dietas da moda. Pode ser perigoso fisicamente e psicologicamente, gerando problemas de saúde e transtornos de compulsão alimentar/anorexia/bulimia.

Fiquem a vontade para compartilhar este conteúdo e deixar suas dúvidas nos comentários!

 

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